Direito Global
blog

Assassinato de dois advogados

Adriana Villela, condenada pelo Tribunal do Júri em 2019 à pena de 61 anos e três meses de reclusão pelos assassinatos dos pais e da empregada doméstica Francisca Nascimento Silva, tornou pública uma carta aberta na noite do dia 4 de agosto de 2025. A divulgação ocorreu na véspera da retomada, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), do recurso apresentado por sua defesa contra a condenação.

Na carta, Adriana se diz acusada injustamente e afirma ser apontada como “a algoz daqueles que mais amei na vida, meu sangue, minha essência”. Ela declara estar “esmagada por uma injustiça profunda e devastadora” e reitera que os autores da acusação negligenciaram provas que, segundo ela, contrariam o veredito e que evidências teriam sido “suprimidas por má-fé”.

A decisão em análise no STJ envolve dois pedidos, a defesa solicita a anulação do julgamento do júri popular alegando cerceamento de defesa e irregularidades, enquanto o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o Ministério Público Federal (MPF) e o assistente de acusação requerem a execução imediata da pena, com base em entendimento do STF sobre a soberania dos veredictos do júri popular. (Diário do Poder)