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Currículo de assassino recheado de mentiras

Renê da Silva Nogueira Júnior, preso por assassinar o gari Laudemir de Souza Fernandes, ostentava um currículo recheado de formações em universidades de prestígio, Harvard Business School, Universidade de São Paulo, CCEC – PUC-Rio, ESPM Escola Superior de Propaganda e Marketing, entre outras, que todas desmentiram. Ele mentiu sobre títulos acadêmicos enquanto acumulava um histórico de violência. Vingança de ego?

Renê não concluiu nenhum curso nas instituições que alegava: nem Harvard, nem PUC‑Rio, nem ESPM, nem MBA USP/Esalq; todas negaram vínculo. USP reconhece apenas uma especialização em Bens de Varejo e Consumo, concluída em 2020 e nem de longe o mestrado em Agronomia que ele dizia ter. Harvard confirmou: não há registro de Renê ou seu “manage mentor course” em qualquer turma.

Na PUC‑Rio, alegou graduação e MBA, mas a instituição negou qualquer tipo de matrícula ou conclusão. Outras instituições citadas por ele Fundação Getulio Vargas, Ibmec e Estácio, não confirmaram nem negaram, alegando política de privacidade ou ausência de divulgação de dados.

No LinkedIn, Renê se autointitulava “CEO”, com “27 anos de experiência”, além de cargos em Red Bull, BRF, Ypê, Kraft Heinz, Ambev… tudo levantando suspeitas de inflar o currículo. Após ser preso, sua conta no LinkedIn foi deletada e a Fictor Alimentos, onde ele estava há apenas duas semanas, afirmou que cortou vínculo imediato e repudiou o crime.

Ele foi autuado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e uso de meio que dificultou a defesa da vítima), porte ilegal de arma e ameaça, uso de mentira no currículo só intensifica o caráter fraudulento do personagem.

A verdade:
Mentir em currículo não é apenas desonestidade, é uma bomba-relógio para sua carreira e sua credibilidade. Quando a verdade vem à tona, destrói qualquer autoridade. O caso de Renê é a prova crua: currículo falso combina com caráter falso. Se quer construir legado, construa em base real. Informação verdadeira é a única moeda que resiste ao escrutínio.(Rafa Braz)