A Polícia Federal desarticulou um esquema bilionário de corrupção no Porto do Rio de Janeiro que permitiu a entrada ilegal de 144 mil latas de energéticos proibidos pela Anvisa. Um auditor da Receita Federal é acusado de receber propina para liberar a carga, em um esquema que pode ter causado prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres públicos.
Dinheiro vivo escondido em mansões da Zona Oeste e Zona Sul. Durante a Operação Mare Liberum, os agentes encontraram quantias impressionantes de dinheiro em endereços de luxo de servidores envolvidos:
• R$ 830 mil estavam guardados dentro de um piano em uma casa na Barra da Tijuca
• R$ 200 mil foram localizados escondidos sob uma cama em Copacabana
• Mais de R$ 5 milhões em espécie foram apreendidos no total das buscas
• Veículos de luxo, vinhos importados e joias também foram recolhidos pela PF
Bilhões em cargas liberadas sem fiscalização adequada. As investigações apontam que o esquema no porto carioca era vasto e atingia diversos setores da economia fluminense:
• Movimentação de R$ 86 bilhões em cargas sob suspeita entre 2021 e 2026
• Quase 17 mil declarações de importação irregulares analisadas
• Liberação mediante propina de insumos de óleo e gás e produtos de consumo
• Pagamento de R$ 20 mil para autorizar o desembarque de bebidas vetadas pela Anvisa
Ao todo, 25 servidores, entre auditores e analistas, foram afastados por determinação da Justiça Federal. Além das prisões, houve o sequestro de R$ 102 milhões em bens dos investigados. O grupo agora responde pelos crimes de:
• Organização criminosa
• Lavagem de dinheiro
• Corrupção ativa e passiva
A operação segue monitorando as atividades no Porto do Rio para desarticular outras possíveis ramificações do grupo que facilitava a entrada de mercadorias irregulares no estado.

