Em junho de 2019 o ex-sargento do Exército Manoel Silva Rodrigues foi preso em flagrante em Sevilha ao desembarcar na Espanha com 37 quilos de cocaína – transportados em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). A prisão do ex-sargento ocorreu quando o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou no aeroporto da capital da região da Andaluzia. Ele tinha a cocaína escondida na bagagem. Manoel Silva Rodrigues atuava como comissário de bordo em voos da FAB. A aeronave usada por ele costumava fazer a rota presidencial antes do avião do presidente em viagens longas – e, por isso, ficava à disposição do governo brasileiro para quando ele pousasse no destino.
Manoel da Silva Rodrigues foi condenado pela Justiça Militar brasileira a 14 anos e seis meses de prisão pelo mesmo crime que o faz cumprir pena em Sevilha: tráfico de 37 quilos de pasta base de cocaína. Na Espanha, Rodrigues foi condenado a seis anos de prisão e € 2 milhões de multa. O militar acompanhou a sessão em Brasília por meio de videoconferência, a partir de Sevilha. O advogado de Rodrigues, Thiago Seixas, argumentou que ele deveria ser julgado com base no Código Penal Militar, que preveria uma pena mais baixa, de 1 a 5 anos, do que a prevista na Lei de Drogas, de 5 a 15 anos. O juiz que presidiu a sessão, Frederico Magno de Melo Veras, considerou que houve tráfico internacional que deveria ser julgado pela Justiça Militar, porque a droga foi transportada em um avião da FAB e por um militar em serviço.
Manoel Silva Rodrigues está em liberdade condicional desde fevereiro de 2025, ainda na Espanha e vem tentando asilo para não ter que voltar ao Brasil.

