Do advogado e ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel:
“Há um razoável grau de consenso quanto ao mau desempenho do Brasil no jogo contra o Marrocos. Não há surpresa, todavia, quando se consideram a derrota de 7×1 para a Alemanha em 2014, a inexpressiva participação nas Copas de 2018 e 2022, e a péssima e inédita performance nas eliminatórias da atual Copa.
Vejamos a atual seleção. Os laterais e os volantes têm tido pífias atuações. Voltemos à convocação. Quem seriam os atletas brasileiros mais qualificados que os atuais convocados? Não foram convocados meias capazes de organizar o time. Porém, temos meias? Mateus Pereira do Cruzeiro, com o devido respeito, é prêmio de consolação. Não há como compará-lo com qualquer meia das seleções anteriores a de 2014.
Em resumo, não temos atletas qualificados, ressalvados alguns poucos talentos individuais, embora com excessivo individualismo, como Vini Júnior. Assim, nenhum técnico terá êxito.
Quase todos os clubes brasileiros são mal administrados. SAF não é garantia de boa administração, como estamos vendo. Apostam na formação de promissores talentos jovens para “exportá-los” e cobrir seus crônicos déficits financeiros. Não conseguem retê-los nem mesmo para a Ucrânia em guerra.
A única pressão contra o mau desempenho dos clubes brasileiros – não contra suas más administrações! – fica por conta das “torcidas organizadas” – verdadeiras organizações criminosas que deveriam ser banidas para sempre.
A prevalecer esse quadro, esqueçamos o mito do hexa. Seremos uma potência de segunda ordem no futebol mundial.
Sigo torcendo contra essas evidências, por pura teimosia e paixão”.

