Nos últimos anos, o uso de computadores, tablets e outras ferramentas digitais passou a ser visto como parte essencial da modernização do ensino. Entretanto, diversos países europeus vêm revendo essa estratégia e adotando uma abordagem mais equilibrada, com a valorização dos materiais impressos e da escrita manual no processo de aprendizagem. A mudança ocorre após pesquisas apontarem que ler em papel e escrever à mão podem favorecer a concentração, a compreensão dos conteúdos e a fixação do conhecimento, especialmente entre crianças.
A Suécia está entre os principais exemplos dessa mudança de direção. Depois de incentivar fortemente a digitalização das escolas, o país decidiu reduzir o uso de tablets na educação infantil e ampliar os investimentos em livros físicos, destinando recursos públicos para reforçar o acervo das instituições de ensino. A Dinamarca também passou a priorizar materiais impressos, investindo centenas de milhões de coroas em livros didáticos e adotando medidas para diminuir a presença de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar. Entre os objetivos do governo dinamarquês está a eliminação gradual do uso de celulares nas escolas até 2027.
Em outras partes da Europa, a tendência segue o mesmo caminho. França e Itália possuem legislações que restringem o uso de smartphones pelos estudantes durante o período escolar e incentivam atividades realizadas em cadernos, agendas e livros impressos. A Noruega, por sua vez, adota políticas que limitam fortemente a presença de celulares nas escolas de ensino básico, enquanto a Finlândia também reforçou medidas para reduzir distrações causadas pelos aparelhos eletrônicos nas salas de aula.

