O ex-ministro e ex-presidente do STF Nelson Jobim afirmou em maio de 2026 que o Supremo Tribunal Federal vive uma crise de falta de liderança institucional, funcionando hoje como uma “soma de individualidades” em vez de um corpo coeso. Jobim apontou que não existe mais um eixo ou centro de diálogo interno na Corte, contrastando o cenário atual com gestões passadas (como as de Moreira Alves e Sepúlveda Pertence). Segundo o ex-ministro, a transmissão das sessões deixou de ser apenas um instrumento de transparência e passou a ser utilizada por ministros para buscar visibilidade individual e criar “ilhas isoladas”. Jobim alertou que o excesso de decisões individuais (monocráticas) concentra poder, enfraquecem as deliberações do plenário e geram desconfiança e insegurança jurídica na sociedade

