O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar o governador interino do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, para o Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crise que se abateu sobre a mais alta Corte do país com a guerra aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Além disso, Lula sofre pressões de alas do governo e de setores no Congresso para substituir o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
Entre 1989 e 1992, foi defensor público, tendo sido aprovado em primeiro lugar no concurso para a Defensoria Pública. Em 1.º de setembro de 1992, ingressou na magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 1993, foi promovido por merecimento para atuar na Vara de Infância e Juventude de São Gonçalo. Como magistrado, atuou em diversas comarcas e varas, incluindo a Vara de Família de São João de Meriti, a 3.ª Vara Cível de Niterói, a Vara da Infância e Juventude de São Gonçalo e, na capital, em varas cíveis, criminal, fazendária e de família. Entre julho de 2000 e janeiro de 2003, foi juiz auxiliar da Corregedoria Geral da Justiça.
Em 14 de fevereiro de 2008, foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) e, desde então, integra a 4.ª Câmara de Direito Público, da qual é presidente. Entre 2017 e 2018, foi diretor do Fundo Especial do tribunal, tendo atuado no órgão em quatro administrações. Também integrou o Conselho da Magistratura em duas gestões. Entre julho de 2021 e fevereiro de 2025, presidiu a Mútua dos Magistrados. Em agosto de 2023, foi agraciado com a Medalha Tiradentes por sua “respeitável trajetória profissional, acadêmica e pela sua atuação pautada na melhor técnica ao desempenhar funções relevantes para o judiciário fluminense”. Em 10 de novembro de 2024, recebeu o Colar do Mérito do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).
Em 25 de novembro de 2024, Ricardo Couto de Castro foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para o biênio 2025–2026. Na eleição realizada pelo Tribunal Pleno, obteve 116 votos, derrotando o desembargador Luiz Zveiter, que recebeu 65 votos, com três votos nulos ou brancos Castro foi empossado no cargo em 7 de fevereiro de 2025, sucedendo o desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo. Após a posse, declarou que a população pode “esperar um judiciário eficiente, rápido e democrático” e afirmou que a inteligência artificial não é capaz de substituir o julgador, mas deve auxiliá-lo, ressaltando também o investimento em programas de tecnologia adequados. À frente do TJRJ, sua gestão tem sido marcada pela inovação tecnológica com destaque para a expansão do sistema de inteligência artificial ASSIS, além do fortalecimento da mediação como forma de pacificação social e do combate à litigância predatória.

