A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em janeiro deste ano dentro de um apartamento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A sentença mantém a prisão preventiva dos réus e determina que eles paguem uma indenização por danos morais equivalente a 40 salários mínimos à vítima. Foram condenados Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo, Zoey Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. A decisão foi divulgada pelo G1.
O caso do estupro coletivo em Copacabana foi o estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido na noite do dia 31 de janeiro de 2026. O caso, tornado público em 28 de fevereiro do mesmo ano, ganhou notoriedade devido a dois dos acusados serem alunos do Colégio Pedro II (campus Humaitá) e um da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), tradicionais instituições federais de ensino público, sendo ainda um deles filho de um então subsecretário do governo do Estado do Rio de Janeiro. A vítima não foi publicamente identificada.
Segundo o inquérito da 12.ª Delegacia da Polícia Civil em Copacabana, a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, no mesmo bairro, na noite do dia 31 de janeiro, a convidando para fazer “algo diferente”. Enquanto a vítima e este colega adolescente mantinham relações sexuais de forma consensual, outros 4 jovens entraram no quarto e a estupraram, tendo ainda levado tapas, socos e um chute na região do abdômen. Ao tentar sair do quarto, foi impedida.
De acordo com o delegado Ângelo Lages, a vítima chegou muito machucada, sangrando, com lesões nos órgãos genitais, nádegas, costas e com suspeita de fratura na costela. O laudo aponta múltiplas lesões, como equimoses e escoriações na região dorsal, e descreve achados compatíveis com violência física recente. Após feito o exame de corpo de delito, a vítima identificou os agressores, que tiveram seus nomes divulgados pela polícia: Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos; Bruno Felipe dos Santos Allegretti, também de 18 anos; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos; João Gabriel Xavier Bertho, também de 19 anos, além de um adolescente de 17 anos que cursa o 1.º ano do ensino médio no Colégio Pedro II e que não teve a identidade divulgada. Ele é apontado como o mentor intelectual do caso, de acordo com o delegado.

