Para enfrentar o aumento de sinistros graves e mortes no trânsito, Bogotá, na Colômbia, decidiu agir diretamente sobre a velocidade. Entre 2024 e 2025, a capital colombiana instalou mais de 160 lombadas ao longo de quase 10 km de grandes vias arteriais.
A medida contrariou a ideia de que intervenções de acalmamento de tráfego devem ficar restritas às ruas locais. O foco passou a ser todo o corredor viário, especialmente em trechos onde velocidades inseguras colocavam motociclistas, pedestres e outros usuários em risco.
E o resultado chama atenção: o monitoramento não identificou impacto significativo no funcionamento das vias. No corredor piloto de Guayacanes, o volume de tráfego se manteve estável e o fluxo chegou a melhorar após a implantação.
A experiência de Bogotá reforça uma lição importante para a mobilidade urbana: reduzir velocidades pode salvar vidas sem necessariamente comprometer a fluidez do trânsito.

