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As três vagas de desembargador para o STJ

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva vai iniciar o seu quarto mandato, em janeiro de 2027, com a prerrogativa de indicar mais três ministros para o STJ, o segundo maior tribunal do país. Todas as vagas serão ocupadas por desembargadores dos Tribunais de Justica. Hoje, já está vaga a cadeira deixada pela aposentadoria do ministro Antonio Saldanha Palheiro, em abril. A próxima vaga será aberta em novembro com a aposentadoria do ministro Og Fernandes por atingir a idade-limite de 75 anos. A terceira vaga pode surgir com a conclusão do processo administrativo disciplinar (PAD) do ministro Marco Buzzi, cuja exoneração é considerada provável por integrantes da Corte caso a punição máxima seja aplicada. Buzzi é alvo de um processo disciplinar envolvendo supostos atos de importunação sexual, o que ele nega.

Um dos nomes apontados como favoritos por integrantes do Judiciário é o do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto. Atualmente, Couto ocupa interinamente o cargo de governador do estado em razão da vacância na linha sucessória aberta após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Nos bastidores do STJ, seu nome é citado como um dos mais fortes para disputar uma das vagas, embora o processo de escolha ainda nem tenha sido iniciado.
Outros desembargadores também têm intensificado conversas com ministros, integrantes do governo Lula e parlamentares, em uma disputa que tradicionalmente envolve forte articulação política. Pela Constituição, cabe ao presidente da República escolher um dos nomes da lista tríplice elaborada pelo STJ, submetendo posteriormente a indicação à aprovação do Senado.