11 de maio de 1976, uma terça-feira em Brasília cidade quem me acolheu após deixar o Rio de Janeiro, onde nasci e vivo atualmente, e aos meus saudoso pais desde julho de 1975. A data é muito significativa para mim. Afinal, no dia de hoje, há 50 anos, iniciava a minha longa trajetória na carreira que sonhei desde criança: o jornalismo. Por isso digo e repito, mesmo aposentado, que até o meu último dia serei repórter. Vocês não imaginam como é gostoso ser repórter. A profissão permitiu que rodasse o mundo, o Brasil, e conhecido figuras importantes na vida mundial. Cobri uma Copa do Mundo, na Espanha em 1982, participei como repórter da primeira visita de um Papa ao Brasil (1980) e coordenei seis mil jornalistas na segunda visita do Papa. Fui assessor de Joao Paulo II, fiz uma entrevista com ele, viajei no mesmo avião durante 15 dias e até, durante um café da manhã, ganhei uma buongiorno. Nunca imaginei na vida conhecer pessoalmente um Sumo Pontíficie e, muito menos, ganhar um bom dia.
Coordenei na parte de imprensa a primeira eleição presidencial (1989) após muitos anos de regime militar. Dei tanta entrevista como porta-voz do TSE que fui homenageado na coluna Gente da Revista Veja: “o homem das 1200 entrevistas”. Posteriormente, fui assessor de imprensa em mais duas eleições presidenciais. Fui,ainda, fui subsecretário de imprensa da Presidência da República, além de assessor de imprensa dos presidentes do do STF, STJ, TST, TSE, Conselho Federal da OAB, Ajufe, AMB e A Ajudei a criar o horário do Judiciário no programa radiofônico A Voz do BrSIL.
Este site é uma homenagem aos meus pais – Waldemar Henrique Tamanini e Cely Passos Tamanini – que dedicaram toda uma vida para me ensinar o caminho do bem. Desde cedo aprendi que você tem de lutar todos os dias para alcançar os seus objetivos. Desde criança que meu pai deu dois ensinamentos básicos e que procurei seguir à risca: quando crescer, se você quiser ser lixeiro, seja lixeiro. Mas, seja o melhor dos lixeiros. Com isso, você será um profissional vitorioso. Outra lição, por ser militar paraquedista do Exército, ele me levou adolescente para ler uma mensagem estampada na entrada da Academia Militar de Agulhas Negras, em Rezende, no Rio de Janeiro: “Ides comandar, aprendei a obedecer”.
Minha homenagem a esta espanhola de Santiago de Compostela, Maria Del Carmen Peón Tamanini. Jornalista como eu, mulher de fibra, trabalhadora, leal e companheira. Conhece a cobertura do STF, STJ e TSE como ninguém, além de ter feito cobertura durante anos dos principais Ministérios sediados na capital federal. Estamos juntos desde 31 de dezembro de 1977. Um vida com muito amor. Sao três filhos maravilhosos: Rodrigo, Daniela e Rafael.
Não posso esquecer de três figuras que sempre me trataram com carinho: meus tios Walter José Tamanini, Nelia Sandy Tamanini e Celmo Passos Flores (todos,lamentavelmente, já falecidos. Meu outro tio, de quem herdei o nome, Irineu Carlos Tamanini, era piloto de caça da FAB e morreu em acidente aéreo muitos anos antes de eu nascer. Meus avós paternos também foram fundamentais na minha formação: os meus falecidos avós Eugenio Tamanini e Maria Lina Nippes Tamanini. Meus avós maternos – Ary e Nair – não tive o prazer de conviver uma vez que eles morreram quando a minha mãe ainda era criança.
Minha primeira professora no colégio público Pio X, no Rio de Janeiro, Silvia; meu amigo e colega do curso Miguel-Couto Bahiense, também no Rio de Janeiro, Paulo Roberto. Foi ele quem me levou para fazer inscrição no vestibular para jornalismo. Estava inscrito para fazer concurso para Odontologia. Para sorte dos meus futuros clientes, nao passei. Obtive aprovação na carreira que segui e estou desde 11 de maio de 1976 quando comecei a trabalhar na editoria de esportes do Correio Braziliense.
Minha homenagem ao falecido general Adalberto Pereira dos Santos, ex-vice-presidente da República no governo Geisel. Foi ele que conseguiu a transferência do meu pai para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília, em 1975. Meu pai tinha sido transferido para o município de Cruzeiro do Sul, no Acre. Além de militar, meu pai é cirurgião dentista e relações públicas. Tinha 20 anos quando também sai da praia no Leblon, no Rio de Janeiro, em julho de 1975, e fui para a capital da República. Tenho que admitir que nos primeiros dias chorava copiosamente. Fui estudar na Universidade de Brasília (UnB) e depois no Ceub. Sou e serei eternamente grato a Brasília. Tudo que tenho de mais importante, mulher, filhos e currículo profissional devo à capital da República.
Na vida profissional tive pessoas extremamente importantes que foram fundamentais no meu início na carreira que sempre sonhei desde criança no Rio de Janeiro: ser repórter. Os saudosos Romulo Cid Varela, Alberto Sá Filho, Carlos Alberto Lima e José Natal, meu primeiro chefe no jornalismo.
Aos demais chefes, amigos e colegas jornalistas o meu agradecimento profundo. Todos foram valiosos para o meu desenvolvimento profissional.

