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Empregada doméstica etiope

Sem falar português, empregada doméstica etíope fugiu da casa dos patrões em um condomínio de luxo em Florianópolis (SC) e usou aplicativos de tradução no celular para conseguir pedir ajuda. A trabalhadora fugiu durante a noite, levando apenas o celular e a roupa que vestia.

A vítima era submetida a uma rotina de trabalho doméstico exaustiva, com jornadas diárias das 7h às 22h30, sete dias por semana. Ela também sofria violência fisica e psicólogica e teve os documentos retidos pelos patrões.

Além das atividades de limpeza e organização da casa, ela acumulava funções relacionadas ao preparo de alimentos, cuidados com os filhos do casal e atenção aos animais de estimação da família.

Ela foi contratada em Dubai, nos Emirados Árabes, através de uma empresa estrangeira de serviços domésticos, e disse ter sido trazida ao Brasil pelo casal de Santa Catarina mesmo sem visto de trabalho regular. As autoridades se negam a divulgar o nome do casal.