Golpe de estado

O ministro Luís Roberto Barroso afirmou hoje à Folha de S.Paulo que é inadmissível que um cidadão brasileiro descumpra uma ordem judicial. Nesta terça-feira (6) o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiado pela Mesa Diretora do Senado, se recusou a deixar a presidência da Casa, como determinava liminar de Marco Aurelio Mello, ministro do STF. “Eu não participo desse julgamento por estar impedido e portanto não quero fazer comentário sobre ele. Porém, falando em tese, diante de decisão judicial é possível protestar e apresentar recurso. Mas deixar de cumpri-la é crime de desobediência ou golpe de Estado”, afirmou.

Vida de rico com dinheiro público

Antes de se mudar para o Leblon e passar os fins de semana numa mansão em Mangaratiba, Adriana Ancelmo, de 46 anos, mulher do governador Sérgio Cabral – ambos presos em Bangu por decisão da Justiça Federal – teve uma vida bem modesta morando em um prédio de classe média baixa em Copacabana.

No fim dos anos 80, Adriana vivia num edifício de cinco andares na Rua Ministro Viveiros de Castro. Estudava na Escola Estadual Infante Dom Henrique. Foi uma estudante mediana e colecionava notas C, bem diferente da aluna brilhante que Régis Fichtner, ex-secretário de Sérgio Cabral, diz ter encontrado no curso de Direito da PUC.

Antes, a ex-primeira-dama do Rio estudou na Escola Municipal Roma, também em Copacabana, onde cursou a 2ª, a 3ª e a 4ª série. Dos 11 aos 16 anos, chegou a viver com a família em Goiânia, capital de Goiás, onde também estudou em escolas públicas.

Nascida em São Paulo e filha de pais separados, Adriana e a irmã Nusia, que pediu exoneração na semana passada do Tribunal de Contas do Estado, foram criadas pela mãe, Eleusa. Nos pilotis da PUC, na Gávea, a advogada conseguiu seu passaporte para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na universidade conheceu Régis Fichtner, que foi seu professor. Procurador-geral da Alerj, em 2001, levou Adriana para ser sua assistente.

O patrimônio de Adriana Ancelmo multiplicou-se por dez nos dois mandatos do marido — entre 2007 e 2014. O crescimento coincide com o aumento na receita de seu escritório de advocacia — Ancelmo Advogados — e também dos clientes.

O escritório ocupa todo um andar — o 14º — de um prédio na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. No meio jurídico, o nome da ex-primeira-dama era totalmente desconhecido até o marido se tornar governador.

Até meados de 2010, Adriana era sócia do ex-marido, Sérgio Coelho, no Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados.

Adriana presa em Bangu

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, determinou a prisão preventiva da mulher do ex-governador Sérgio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo. Ela é investigada na Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato que levou à prisão Cabral e aliados, e também foi denunciada pelo Ministério Público Federal. As investigações apontam que o grupo do peemedebista teria desviado 224 milhões de reais de contratos públicos do estado do Rio com empreiteiras como Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia e Delta, cujos executivos delataram o esquema. Continue lendo “Adriana presa em Bangu”

Professor de Harvard

Michael Sandel, famoso professor de filosofia de Harvard, falou no STF, a convite do Ministro Luís Roberto Barroso. Em meio à tormenta, deixou uma mensagem de otimismo: “O ativismo social brasileiro contra a corrupção é muito mais construtivo do que o populismo xenófobo que se espalhou pelo mundo”.

Barroso e o aborto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou que a interrupção da gravidez, nos três primeiros meses de gestação, está relacionada à autonomia da mulher e à igualdade de gênero, além de ser um direito fundamental ou natural, de liberdade de escolha.Na semana passada, a primeira turma do STF aprovou, baseada em voto de Barroso, a descriminalização do aborto nos três primeiros meses de gestação em um caso específico que estava sendo julgado pela Corte. No mesmo dia, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia anunciou a criação de uma comissão especial para debater o aborto no país. Continue lendo “Barroso e o aborto”

Manicure na cadeia

O Juízo da Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito da Comarca de Rio Branco (AC) condenou a manicure P. F. N., que está recolhida na unidade de recuperação social Doutor Francisco de Oliveira Conde, por tráfico de drogas a pena de 13 anos e cinco meses de reclusão e ao pagamento de 1.750 dias-multa. A reincidente não teve concedido o direito de recorrer em liberdade.