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Cão farejador substitui revistas íntimas

A Lei de Execuções Penais a ser implantada no Espírito Santo quer acabar com as revistas íntimas, consideradas “vexatórias”, nas cadeias capixabas. A ideia é que cães farejadores sejam utilizados na entrada dos presídios para detectar a presença de drogas com as pessoas – presidiários ou seus visitantes, segundo anunciou o secretário de Estado de Justiça, Ângelo Roncalli.

O objetivo é evitar constrangimentos. Como são treinados, os cães poderão detectar que pessoas estão transportando drogas nas roupas, amarradas ao corpo ou até mesmo nas partes íntimas. A partir da detecção, agentes adotarão procedimentos específicos de correção.

A princípio, durante a audiência pública realizada na última quinta-feira (17) no Salão Pleno do Tribunal de Justiça, surgiram críticas ao pronunciamento do secretário, mas, ao final do evento, houve consenso, principalmente depois da palavra do professor Júlio Pompeu, um dos integrantes do grupo responsável pela laboração da lei que vai ditar os procedimentos e normas no sistema penitenciário capixaba:

“O cão farejador usado nos presídios – que é dócil e não da raça pit bull – vai substituir as revistas íntimas, que são vexatórias. Na ausência de um mecanismo tecnológico mais avançado, o uso do cão, que não seja de forma intimidatória, será mais importante”, disse Júlio Pompeu.

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