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OAB em ritmo de sucessão

O jornalista Lauro Jardim publica em seu blog Radar-on-line (http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/) ampla pesquisa feita pelo Ipespe com 7700 advogados nos 26 estados e no Distrito Federal sobre as eleições que ocorrerão no final do ano nas Seccionais da OAB.

O Instituto  de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) foi fundado em 1986 por uma equipe  de  cientistas sociais. Hoje, tem como Diretor  Executivo o sociólogo Bonifácio Andrade,  Mestre em Sociologia; como Diretora de Atendimento e Planejamento, a comunicóloga Marcela  Montenegro,  MBA em Marketing pela FGV, e como Diretor de Relações  Institucionais, o economista Enoque Gomes, Mestre e Doutor em Ciências Sociais e Ph.D. em Desenvolvimento e Meio Ambiente.

Ampla pesquisa

Ninguém admite a contratação da pesquisa, mas um levantamento feito pelo Ipespe em abril, que ouviu 7 700 advogados nos 26 estados e Distrito Federal, circula no e-mail de renomados advogados do país.

A pesquisa avalia a gestão dos presidentes das seccionais da OAB e a intenção de voto para a eleição da Ordem nos estados, que acontece em novembro.

Sem relato de algo parecido na história das eleições da OAB, a pesquisa também chama a atenção pela abrangência e pelo número de entrevistados, maior que a média dos levantamentos sobre a intenção de voto para candidatos à presidência da República.

Bem avaliados

A pesquisa do Ipespe mostra que os atuais presidentes das seccionais da OAB são bem avaliados pelos advogados.

O campeão no quesito é Cláudio Lamachia, do Rio Grande do Sul, com 93% de aprovação.

O único presidente que ficou abaixo dos 50% foi Jarbas Vanconcelos, do Pará, que teve 49% de aprovação (valendo destacar, neste caso, que ele foi afastado da presidência pelo Conselho Federal da OAB, tendo retornado ao cargo no mês passado).

Fora isto, a média de aprovação é alta. Veja alguns exemplos:

Wadih Damous, do Rio de Janeiro, foi aprovado por 88% dos advogados entrevistados em seu estado. Luiz Flávio Borges D’Urso, de São Paulo, por 83%.

Luís Cláudio Chaves, de Minas Gerais, ficou com 82%, e Francisco Caputo, de Brasília, com 77%.

Na frente

Na modalidade estimulada para a eleição das seccionais da OAB, há nomes que aparecem com certa vantagem sobre os concorrentes listados, principalmente no caso de possível reeleição do atual presidente.

Em Brasília, ao ver uma lista de nomes, 42% dos advogados disseram que votariam no presidente Francisco Caputo. Esdras Dantas ficou com 12% e Ibanez Rocha com 8%.

Em Pernambuco, o presidente Henrique Mariano tem 52% das intenções, Eduardo Pugliese 5% e Pedro Henrique 2%.

No Rio de Janeiro, o presidente Wadih Damous conta com 47% das intenções. Fernando Fragoso tem 7% e Felipe Santa Cruz 4%.

Em Goiás, o presidente Henrique Tibúrcio tem 49%, Leon Diniz 10%, Eliomar 3% e Eduardo Scartezini 3%.

Minas Gerais segue a toada. O presidente Luís Cláudio Chaves conta com 44% das intenções e Valadão aparece com 6%.

Muitos indefinidos ainda

Apesar da aprovação dos presidentes das seccionais da OAB, há estados que a pesquisa estimulada revela um alto número de eleitores indecisos.

Em São Paulo, ao ver uma lista de pré-candidatos, 73% dos entrevistados não soube ou não respondeu em quem vai votar.

Dentre os citados na pesquisa apareceu Alberto Zacharias Toron com 10%, Marcos da Costa com 6% e Raimundo Hermes com 5%.

A indecisão também é grande em Santa Catarina (56%), no Rio Grande do Norte (45%), na Bahia (39%), Amazonas (39%) e Acre (35%).

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