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Crise na OAB da Bahia

O site recebeu hoje do ex-presidente da OAB da Bahia, Saul Quadros o artigo do advogado Antônio Menezes sobre a grave crise financeira vivida pela seccional baiana admitida, segundo o autor, pelo próprio presidente da entidade.

Sobre a crise financeira na OAB-BA. admitida pelo Presidente da Seccional, pontuamos que nenhuma palavra foi dita sobre o inchaço da máquina administrativa em todo o Estado, construção de sedes sem critérios, irresponsabilidade fiscal.

A atual gestão recebeu da anterior, comandado pelo Presidente Saul Quadros,da qual fiz parte, como Vice Presidente, um saldo de R$10.500.000,00 mais R$4.500.000,00 na CAAB e agora conseguiu entrar em crise alegando a inadimplência, que nunca foi baixa, além do que, nada fez para conter o crescimento da mesma.

Na gestão 2010/2012 abrimos, através da Tesouraria sob o comando do Dr. Ary Moreira , na gestão anterior, cerca de 2.000 processos ético-disciplinares para a redução da dívida, com êxito, naquela oportunidade.

O programa foi abandonado sem justificativa plausível e agora se fala em providências e programas de recuperação de crédito, só no segundo mandato.

O Presidente, a quem respeito, deveria explicar a falta de transparência, pois os advogados baianos adimplentes precisam saber quais as prioridades e gastos feitos nos últimos três anos e meio e porque chegamos a essa situação quando todos sabem que, anualmente, tem havido um crescimento exponencial na arrecadação com o ingresso de milhares de novos advogados.

Além das políticas que a entidade desenvolve face ao comando legal, ela precisa ser administrada, gerida, com a efetivação de gastos proporcionalmente às receitas.

Falta transparência, pois as contas não são publicadas e nem os gastos explicados à classe, que aguarda providências efetivas para que a crise seja debelada.

Não se pode creditar apenas na conta da crise econômica brasileira uma inadimplência de 42%, pois já tivemos índices maiores, sem surgimento de crise interna. Ao fim de cada exame de Ordem centenas de novos advogados pagam a anuidade, condição sem a qual não podem se inscrever, e há um substancial repasse pelo Conselho Federal para todas as seccionais proporcionalmente aos valores arrecadados de todos os que se inscrevem para se habilitarem ao referido exame nacional, reforçando o caixa da entidade.

A classe está perplexa com a notícia!

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