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O crime do juiz

A Justiça da Comarca de Restinga Sêca (RS) pronunciou o juiz aposentado de Minas Gerais Francisco Eclache Filho. Assim, o magistrado irá a júri popular, acusado pela morte de sua companheira Madalena Dotto Nogara.

O crime ocorreu em 22 de junho de 2014, aproximadamente um ano após o casal ter se conhecido pela internet e iniciado um relacionamento. Conforme a denúncia, assinada pelo Promotor de Justiça Sandro Loureiro Marones, o homem tinha sentimento de posse em relação à mulher, restringiu contatos com pessoas e a obrigou a excluir o perfil no Facebook.

A situação se agravou em razão da ingestão de bebidas. Na noite do crime, o juiz pegou as chaves do portão eletrônico da garagem da casa da filha de Madalena, impedindo que ela saísse de casa, distante 10 quadras. Com um revólver calibre 38, ele atirou quatro vezes em Madalena, acertando na cabeça, peito e costas.

Depois de matar a companheira, o juiz aposentado arrancou os fios do telefone, pegou o veículo da vítima para fugir. A intenção seria voltar a Minas Gerais, mas caiu em um barranco na BR-101, em Osório, quando acabou sendo preso. Ele permanece sob prisão preventiva no Palácio da Polícia, em Porto Alegre.

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