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Vida de rico com dinheiro público

Antes de se mudar para o Leblon e passar os fins de semana numa mansão em Mangaratiba, Adriana Ancelmo, de 46 anos, mulher do governador Sérgio Cabral – ambos presos em Bangu por decisão da Justiça Federal – teve uma vida bem modesta morando em um prédio de classe média baixa em Copacabana.

No fim dos anos 80, Adriana vivia num edifício de cinco andares na Rua Ministro Viveiros de Castro. Estudava na Escola Estadual Infante Dom Henrique. Foi uma estudante mediana e colecionava notas C, bem diferente da aluna brilhante que Régis Fichtner, ex-secretário de Sérgio Cabral, diz ter encontrado no curso de Direito da PUC.

Antes, a ex-primeira-dama do Rio estudou na Escola Municipal Roma, também em Copacabana, onde cursou a 2ª, a 3ª e a 4ª série. Dos 11 aos 16 anos, chegou a viver com a família em Goiânia, capital de Goiás, onde também estudou em escolas públicas.

Nascida em São Paulo e filha de pais separados, Adriana e a irmã Nusia, que pediu exoneração na semana passada do Tribunal de Contas do Estado, foram criadas pela mãe, Eleusa. Nos pilotis da PUC, na Gávea, a advogada conseguiu seu passaporte para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na universidade conheceu Régis Fichtner, que foi seu professor. Procurador-geral da Alerj, em 2001, levou Adriana para ser sua assistente.

O patrimônio de Adriana Ancelmo multiplicou-se por dez nos dois mandatos do marido — entre 2007 e 2014. O crescimento coincide com o aumento na receita de seu escritório de advocacia — Ancelmo Advogados — e também dos clientes.

O escritório ocupa todo um andar — o 14º — de um prédio na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. No meio jurídico, o nome da ex-primeira-dama era totalmente desconhecido até o marido se tornar governador.

Até meados de 2010, Adriana era sócia do ex-marido, Sérgio Coelho, no Coelho, Ancelmo e Dourado Advogados.

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