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A lista dos candangos

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, encaminhou petições a outros tribunais com o detalhamento sobre menções a personalidades do Distrito Federal nas delações de executivos da Odebrecht. Como o blog da jornalista Helena Mader, do Correio Braziliense, antecipou com exclusividade em 15 de março, aparecem na lista os ex-governadores Agnelo Queiroz e José Roberto Arruda, além do deputado distrital Robério Negreiros (PSDB) e do ex-senador Gim Argello, preso e condenado por corrupção.

A lista da Odebrecht menciona ainda empreendimentos citados pelos executivos, como “pagamento de vantagens indevidas no Projeto Habitacional Jardins Mangueiral” e o “acordo de mercado no Estádio Mané Garrincha”. A arena não foi construída pela Odebrecht, mas pela Andrade Gutierrez. O detalhamento das delações vai mostrar se houve acerto entre as empreiteiras para dividir obras da Copa do Mundo.

Entre as petições enviadas por Edson Fachin, também há um documento que faz menção ao novo Centro Administrativo de Brasília, em Taguatinga. O prédio custou cerca de R$ 1 bilhão e foi construído pela Odebrecht, que agora cobra repasses do governo para honrar a parceria público-privada.

José Roberto Arruda é citado em duas petições de Fachin, uma ao lado do ex-secretário de Obras do DF Márcio Machado, e outra com Sérgio de Andrade do Vale. Essas petições foram enviadas à Justiça Federal no Distrito Federal, assim como as citações a Agnelo Queiroz. A documentação relativa a Gim Argello seguiu para a Justiça Federal no Paraná, onde ele está preso, e o detalhamento das menções ao deputado distrital Robério Negreiros seguiram para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região.

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