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A incrível Janaúba

Uma mulher de 59 anos foi estuprada nesta segunda-feira em Janaúba, no interior de Minas Gerais. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a mulher relatou que dormia e, por volta das 4h, percebeu que estava sendo tocada por alguém, mas pensou que era o marido, que dormia ao lado.

Cerca de 15 minutos depois do início do estupro, ela estranhou a agressividade do ato sexual. Ela gritou. O marido acordou e percebeu ação. O falso marido fugiu.

arço de 1988, o então presidente da República e hoje senador José Sarney (PMDB-AP) visitou a cidade de Janaúba, localizada na região norte de Minas Gerais. Ao final da visita, antes de embarcar no helicóptero da Presidência da República que o levou de volta a Brasília, Sarney recebeu um pedido inusitado de Edilson Brandão, então advogado e dirigente de uma cooperativa de irrigação do Vale do Gorutuba: Presidente, gostaríamos que o senhor doasse os seus sapatos para o Museu de Janaúba”.

Sorrindo, Sarney entregou o par de sapatos preto que usara durante a visita e entregou ao dirigente. “É a primeira vez que recebo esse tipo de pedido”, declarou Sarney que fez todo o percurso aéreo de Janaúba a Brasília apenas de meia. Quando desembarcou na Base Aérea de Brasília os assessores palacianos já haviam providenciado um novo par de sapatos.

Os pedidos de moradores de Janaúba não pararam por aí. Anos depois, um ciclista da cidade, José Carlos Pereira Braga, viajou com a sua “bike” até Brasília. Ao encontrar o ex-presidente Fernando Collor no seu cooper de final de semana nas imediações da Casa da Dinda, o ciclista pediu o par de tênis que ele usava para o Museu de Janaúba. Em outra visita a Brasília, o mesmo ciclista encontrou o falecido presidente Itamar Franco em uma cerimônia pública e também fez o mesmo pedido, desta vez a gravata que ele usava na ocasião.

O tempo passou. Brandão foi eleito prefeito da cidade quatro anos depois, morreu no exercício do cargo e o Museu de Janaúba nunca foi construído. Os souvenires presidenciais caíram no esquecimento e até hoje os moradores querem saber onde foram parar o par de sapatos de Sarney, o par de tênis de Collor e a gravata de Itamar Franco.

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