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Justiça canadense

Embora a parceria tenha se encerrado há quase dois anos, depois que o Fluminense rompeu devido a uma dívida de R$ 12 milhões, além da distribuição deficitária dos uniformes, a Dryworld segue em pauta no clube. Uma pauta tratada em sigilo, por sinal. Processando a empresa diretamente no seu país sede, temendo que a mesma declarasse falência no Brasil, o Tricolor pede mais de R$ 50 milhões em indenização, mas segue esperando uma resolução da justiça canadense sobre o caso.

Pelo acordo de cinco anos com o Fluminense, a Dryworld pagaria US$ 3,5 milhões fixos por ano, equivalentes a R$ 13,5 milhões no câmbio da época. Com as premiações e materiais, esse montante poderia chegar aos R$ 20 milhões. A maioria dos pagamentos, até a saída da fornecedora esportiva, não fora efetuado. A cúpula tricolor detém a contratação de um escritório canadense renomado.

Com créditos a receber, o acompanhamento vem sendo feito pelo departamento jurídico. O NETFLU apurou que a Dryworld chegou a fazer uma proposta de pouco mais de 1 milhão de dólares (pouco menos de quatro milhões de reais) há alguns meses, mas o clube entendeu que era muito abaixo do que deveria receber. O Fluminense conta com apoio jurídico de agentes externos para tentar definir a questão. Caso a empresa decrete falência, os sócios da canadense terão de tirar o dinheiro do próprio bolso para indenizar a instituição verde, branca e grená.

– O Fluminense Football Club não comentará sobre processos em curso para não atrapalhar o andamento dos mesmos – respondeu a assessoria institucional do Fluminense ao ser procurada pelo NETFLU para falar a respeito da questão envolvendo a ação contra a empresa canadense.

Além da ausência de pagamento, o Fluminense sofreu com a falta de fornecimento do material esportivo, como uniforme de jogo para as categorias de base. Assim, os times de Xerém e os esportes olímpicos usaram em 2016 as camisas, calções e meiões da antiga empresa fornecedora, a Adidas. Na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2017 a situação foi a mesma, restabelecida mais de seis meses depois do anúncio da Under Armour, sucessora da Dryworld. (NETFLU)

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