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Índios de máscara

Os Juizados Especiais de Rondônia destinaram 7 mil e 500 reais para a confecção de cerca de 4 mil máscaras, recursos provenientes de transações penais oriundos de infrações ambientais de apreensão de madeira. O repasse foi feito mediante parceria com as Comissões Locais de Apoio ao Ingresso e Permanência Indígena da UNIR – Campus de Ji-Paraná, Presidente Médici e Rolim de Moura, com o apoio da pró-reitora de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (Procea).

“A história dos povos indígenas no Brasil está marcada pela superação de grandes epidemias que assolaram suas aldeias ao longo dos séculos de contato entre povos indígenas e não indígenas. Assim, sabendo da vulnerabilidade dos povos indígenas no contato com os vírus, além dos impactos trágicos que epidemias ocasionaram/ocasionam às trajetórias desses povos, é de fundamental importância que instituições e sociedade civil se articulem para o combate ao coronavírus”, defender coordenadas pela professora Roseline Mezacasa, do Departamento de História, Câmpus de Rolim de Moura.

“Devemos honrá-los (os povos originários) e protegê-los, sob pena de ocorrer uma extinção em massa. Se não cuidarmos de nossos índios, quem irá cuidar? Não podemos esquecer que eles sempre estiveram aqui antes da colonização do Estado. Milhões já faleceram ao longo de nossa triste história por diversas epidemias avassaladoras, tais como varíola, sarampo, gripe e tuberculose. A vulnerabilidade biológica, somada à social, são motores de propagação do vírus, principalmente quando em contatos com garimpeiros ou invasores de terra, e isso deve ser levado em conta na análise da questão. Somos privilegiados, pois possuímos em nosso território um mosaico étnico indígena. O desaparecimento de uma cultura indígena é um bem imaterial inimaginável. Cabe a nós olharmos com mais carinho para nossos índios. Sociedade que não aprende com a história está fadada ao fracasso”, defendeu Maximiliano Deitos.

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