Direito Global
blog

Na terra de Sepúlveda Pertence

As máscaras que passaram a compor a paisagem das cidades brasileiras, em muitas delas como proteção obrigatória para a COVID-19, começaram a se integrar à rotina dos brasileiros em abril, quando o Ministério da Saúde passou a indicar seu uso indiscriminado. Porém, um dos municípios da região metropolitana que fazem limite com Belo Horizonte, Sabará – cidade onde nasceu o ex-presidente do STF eo TSE, ministro Sepúlveda Pertence – “não tira a máscara” desde o fim de janeiro, quando fortes chuvas levaram ao transbordamento do Rio das Velhas e do afluente Sabará, com inundação de 25 bairros.

O segundo maior efeito da enchente foi a poeira que subiu nas ruas a partir do ressecamento da lama, exigindo operações de limpeza pública com máquinas e um batalhão de operários. Na época, para proteger moradores, a prefeitura local comprou 20 mil máscaras cirúrgicas. Foi a sobra desse estoque que supriu, de início, os profissionais de saúde que atuam na guerra contra o novo coronavírus. Há dois meses, foi criado o comitê de enfrentamento do novo coronavírus e decretada situação de emergência no município.

Agora, a prefeitura acaba de comprar, já com entrega, mais 20 mil peças, aguardando 30 mil que serão repassadas pelo estado. Para a população, de forma especial os vulneráveis, foram distribuídas 7 mil em tecido.

Na cidade de cerca de 140 mil habitantes, as restrições como isolamento social, fechamento de comércio – à exceção das atividades essenciais – e de escolas e uso obrigatório de máscaras acompanham as decisões de Belo Horizonte, explica Nicole. “Não poderia ser diferente, pois estamos ligados à capital. Na Avenida Contagem, no Bairro Ana Lúcia, por exemplo, um lado da via é BH e o outro, Sabará”, afirma.

Até neste sábado, Sabará registrava 1.301 casos notificados, 44 confirmados e seis em investigação. Não há óbitos e 288 casos foram descartados. “De 21 de março a 4 de abril, tivemos uma redução de 52% no número de casos, em função do isolamento social”, destaca a secretária de Saúde.

clica