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Injeção B-12 toda sexta-feira

Durante vários anos o. ponta-esquerda Zé Roberto atuou profissionalmente no Fluminense – época da Máquina tricolor – Flamengo e Santa Cruz, de Recife. Em todos os clubes que atuou, às sextas-feiras, era dia de massagem após o coletivo apronto para os jogos de domingo. E depois da massagem, era aplicada uma injeção de B12 no músculo de cada jogador. “Quase todo clube que joguei tinha esse ritual”, disse Zé Roberto.

– O problema – lembrou o contra-esquerda – era que havia à disposição de um elenco profissional apenas um departamento médico amador, com recursos máximos de ondas-curtas e ultrassom, além de um velho e cansado turbilhão, sem fisioterapeutas, fisiatras, exames mais completos e rigorosos para observar os danos e os benefícios sobre cada um.

Segundo Zé Roberto, os jogadores entravam todos na fila e eram aplicadas doses iguais mas desiguais nas consequências. “Nutricionistas? Esquecem, algum médico da seleção espalhou o cardápio mór que nos perseguiu o resto dos restaurantes dos hotéis e concentracoes: arroz, purê de batata, caldo de feijão e uma carne. O que comi de purê dava para construir outro Maracanã, lembra Zé Roberto.

Hoje, todos falam da bola mais leve, dos uniformes dry fit, do Gatorade…mas é as consequências de tanta B12 não será levada em conta? Do meu pôster da Máquina tricolor de 75 já perdemos Cafuringa, Silveira, Cleber, Felix e Toninho baiano. Muitos novos. Quem sabe um exame detalhado em todos nós, os sobreviventes? indagou Zé Roberto que cursou Direito na Gama Filho e depois se formou em Jornalismo.

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