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Fake news

O uso cada dia mais intenso e frequente da internet, das mídias sociais e dos aplicativos de mensagem, embora democratize o acesso e a produção de informação de qualidade, também possibilita a propagação de informações falsas ou sem apuração de qualidade. Em um esforço para promover um maior rigor na leitura e compartilhamento de notícias, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) tem feito sua parte por meio de campanhas permanentes nas mídias sociais com a divulgação de técnicas de identificação de Fake News (notícias falsas) e verificação de fatos e fontes.

O desembargador João Lages, se declara defensor contumaz do direito individual à liberdade de expressão, assim como o direito coletivo a uma Imprensa livre, mas ressalva que direitos também acarretam responsabilidades. “Uma Imprensa livre é tão indispensável ao Estado Democrático de Direito quanto uma Justiça independente, mas todos nós precisamos ser responsáveis pelo que dizemos”, defendeu, acrescentando que “faltar com a verdade pode implicar em prejuízos morais e materiais muitas vezes irreversíveis”.

O desembargador explica que, seja por má fé (premeditado) ou por boa fé (confiando sem verificar fontes), o fenômeno que tem se afirmado com mais intensidade é a divulgação explosiva de informações sem base em fatos reais ou opiniões qualificadas, que servem mais a interesses particulares do que ao público. “Quando nossa palavra ou nossos gestos causam dor ou prejuízo a outros, podemos eventualmente ser responsabilizados pelo que dizemos e propagamos, independente da nossa intenção”, observou o magistrado.

“Não é só para evitar causar danos a quem não os merece, por vezes a toda a sociedade, mas também para seguir princípios de cidadania, creio ser de bom tom que tomemos alguns cuidados antes de acreditar no que lemos e antes de repassar aquilo como certo”, declarou o desembargador-presidente.

“Justiça do Amapá se preocupa diariamente com a comunidade a que assiste, muitas vezes indo além de sua missão jurisdicional”, garantiu o presidente. “É por esse motivo que o TJAP desenvolve campanhas educativas e preventivas, sempre ajustadas com as demandas mais atuais da nossa sociedade e fazendo o melhor uso destes recursos de divulgação online”, concluiu João Guilherme Lages.

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