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Negros no comando dos tribunais

Em 14 de outubro de 1964, o Prêmio Nobel da Paz foi concedido ao líder anti-racista Martin Luther King por sua defesa dos direitos civis e sua liderança na resistência pacífica pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos. Com apenas 35 anos de idade, ele se tornou a pessoa mais jovem a receber o prêmio.

O site direitoglobal.com.br fez um levantamento sobre a presença de negros no comandos dos tribunais: Dos cinco tribunais de cúpula com sede em Brasília, apenas o STF e o TST tiveram presidentes negros. Foram eles: os ministros mineiros Joaquim Barbosa, no Supremo e Carlos Alberto Reis de Paula no TST. Os demais – STJ, TSE e STM – nunca foram comandados por ministros negros. O TSE deveria ter sido comandado por Joaquim Barbosa mas ele renunciou antes de assumir a presidência.

Poucos sabem – ou se lembram – que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem duas nomeações históricas: a primeira mulher e o primeiro negro na composição do STF, STJ, STM e TSE. Cnea Cimini foi nomeada pelo então presidente José Sarney em dezembro de 1989 mas devido ao recesso do Judiciário somente tomou posse em 29 de março do ano seguinte.

Já o sucessor de Sarney no comando do país, o presidente Fernando Henrique Cardoso nomeou o primeiro ministro negro dos tribunais acima citados em junho de 1998: Carlos Alberto Reis de Paula.

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