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Vereador Donald Trump Bolsonaro

Entre as candidaturas registradas a vereador nas eleições deste ano em todo o país, a que mais chama atenção é a de João Sá Teles Santana, ou melhor, “Donald Trump Bolsonaro”. O candidato do Partido Social Liberal (PSL) em Brusque, em Santa Catarina, é fã declarado dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil. “Eu sou seguidor das ideias, das pautas de governo do Bolsonaro. As pautas que ele defende são as mesmas que as minhas. E o Trump, da mesma maneira. Eu me identifico com os dois. Eu sou um patriota, conservador dos bons costumes, defendo a família, a pátria e Deus”, se apresenta.

Ele acredita que associar seu nome a dois dos políticos mais populares de direita pode alavancar sua candidatura, fazendo com que as pessoas se sintam identificadas. “Brusque é uma cidade conservadora, de gente cristã. Estou convicto que minha ligação com o Bolsonaro vai me render votos”, disse. Santana diz que deseja defender o que considera a “família tradicional”, formada por homem, mulher e filhos. Reforça também que uma de suas principais bandeiras é acabar com o que chama de “doutrinação de ideologia de gênero”. O candidato lembra que a principal função do vereador é fiscalizar o executivo.

A lei eleitoral diz que “o nome para constar da urna eletrônica terá no máximo 30 caracteres, incluindo-se o espaço entre os nomes, podendo ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto a sua identidade, não atente contra o pudor e não seja ridículo ou irreverente”. (Art. 25 resolução Nº 23.609, de 18 de dezembro de 2019).

Não é permitido também na composição do nome a ser inserido na urna eletrônica, o uso de expressão ou de siglas pertencentes a qualquer órgão da administração pública federal, estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta.

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