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Minas Gerais, 300 anos

Terra de renomados juristas como Sepúlveda Pertence, Carlos Velloso, Nelson Hungria, José Afonso da Silva, Aristoteles Atheniense, entre outros o estado de Minas Gerais completou hoje (02) 300 anos da criação da Capitania de Minas do Ouro,  com autonomia administrativa, separada da capitania de São Paulo, que integrava desde 1709. Em 1717, o rei de Portugal, dom João V, nomeou Dom Pedro de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar, governador-geral da Capitania de São Paulo e Minas do Ouro. Assumar instala-se em Mariana, então Vila de Ribeirão do Carmo, e ocupa o casarão anexo à Igreja de São Francisco, na Praça Minas Gerais,  conhecido como Palácio de Assumar,  que começa a ser restaurado após anos de abandono. Assumar trazia como principal missão organizar e disciplinar a cobrança do quinto do ouro, o imposto que Portugal cobrava da Colônia e que teria que ser pago por todos os  que realizavam a extração do ouro.

A data enseja  discussão sobre os três séculos da História de Minas, a evolução política, econômica, social e cultural, as dificuldades ao pleno desenvolvimento, a contribuição de Minas à  formação da nacionalidade  brasileira. Como também seria momento para estudo e reflexão sobre as dificuldades por que passa o Estado, embora com rica história e um cobiçado subsolo mineral que gerou a ocupação pioneira do território interior do Brasil-Colônia nos  anos finais do século XVII e lhe deu o  nome.

Do Ciclo do Ouro, que assinala o início da civilização mineira e nos legou excepcional  acervo artístico e cultural,  ao Ciclo do Minério de Ferro, hoje  em discussão, Minas Gerais tem uma longa trajetória histórica que merece estudo e reflexão.  A data convida  ainda uma discussão sobre  o futuro  desejável e as grandes dificuldades por que passa no momento.

 

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