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Dificuldade para adoções

O juiz José Dantas de Paiva, responsável pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJRN e titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de Natal, observa que os números do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento realmente mostram o perfil de quem quer adotar e o aspecto desejado por eles: crianças de até cinco anos de idade. Após essa idade, a adoção já se torna bastante difícil, aponta. Este é o motivo pelo qual a fila da adoção nunca termina, ressalta o juiz: porque as crianças e adolescentes que estão aptas para adoção estão fora do perfil desejado pelos pretendentes cadastrados.

“Ouço reclamações de pessoas que estão cadastradas há um ano e não conseguem adotar. Mas isso é porque as crianças aptas não estão no perfil desejado”, afirma o juiz, apontando o perfil como maior entrave para que as adoções aconteçam. O coordenador da Infância e Juventude lembra que a redução da quantidade de crianças e adolescentes em abrigos é uma busca constante da Justiça.

O SNA mostra ainda que da atual fila de crianças e adolescentes aptos para adoção, 37 já estão vinculados a algum pretendente, enquanto 17 permanecem aguardando por uma possibilidade. O sistema integra os dados de todos os órgãos e tribunais e realiza buscas automáticas de famílias para as crianças e adolescentes em qualquer região do país. Mesmo assim, nem todas conseguem uma vinculação, etapa inicial para a adoção.

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