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Mais jovem doutora do país

Concluir um doutorado já é motivo de satisfação para quem dedica a vida à pesquisa. Agora, imagine se tornar a doutora mais jovem do Brasil e em um cenário desafiador como uma pandemia! Este é o caso da professora Nattane Luíza da Costa, que recebeu o título de doutora aos 24 anos.

Atualmente com 25 anos, a doutora em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Goiás (UFG) defendeu a tese de seu doutorado no dia 19 de março, uma semana antes do seu aniversário. Antes de Nattane, a mais jovem doutora do Brasil era Daphne Schneider Cukierman, de 26 anos, que concluiu doutorado em fevereiro deste ano pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ)

Apesar da pouca idade, Nattane é professora titular de Ciência da Computação no Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Nattane é de Palmelo, pequena cidade com cerca de 2,5 mil habitantes no interior de Goiás. Ela iniciou a vida escolar um ano mais cedo do que o de costume, sendo sempre a caçula da turma.

No segundo ano do ensino médio, decidiu fazer o vestibular da Universidade Estadual de Goiás (UEG) como treineira, mas, como teve um bom desempenho e ficou em quarto lugar, sua família procurou a Justiça para que ela pudesse fazer faculdade sem ter concluído o ensino médio.

Com a liminar concedida, Nattane entrou para o curso de Tecnologia em Redes de Computadores com apenas 15 anos. A então adolescente frequentava as aulas do colégio no período da manhã, e cursava faculdade à noite.

Centro espírita

O município de Palmelo – distante cerca de 260 kms de Brasília – tem suas raízes diferenciadas da maioria dos municípios brasileiros que se formaram em torno de uma igreja católica e um coreto. Palmelo foi criado a partir de um centro espírita, razão de ser o município com o maior percentual de espíritas, 42,1%. Palmelo surgiu em 9 de fevereiro de 1929, em decorrência da fundação de um centro espírita denominado Luz da Verdade.

O centro foi fundado por um grupo de 18 pessoas que se converteram ao espiritismo diante da cura, pela mediunidade espírita, de Dorcelino Damásio da Silva. Ele era portador da doença chamada “fogo selvagem”. Segundo a prefeitura, como a maioria dos membros da nova entidade residia na zona rural, a direção do centro espírita foi confiada a Josino Cândido Branquinho e seus irmãos Jonas, Gervásio e Gervásio Primo, que residiam no local.

O terreno onde se ergueu a casa de oração foi doado por Dorcelino Damásio da Silva.

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