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Tortura e morte de travesti

O Juízo da Vara Delitos e Organizações Criminosas do Estado do Acre condenou dois homens que torturaram até a morte uma travesti, em junho de 2020, em Rio Branco, a penas que somam quase 40 (quarenta) anos de prisão.

De acordo com a sentença, do juiz de Direito titular da unidade judiciária, ainda aguardando publicação no Diário da Justiça eletrônico (DJe), eles deverão cumprir as sanções privativas de liberdade em regime inicial fechado.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), narra que, no dia 25 de junho de 2020, no bairro Preventório, em Rio Branco, a vítima foi torturada por supostamente ter furtado um aparelho celular.

Ainda segundo a representação criminal do MPAC, a ofendida veio a óbito no próprio local onde foi torturada, momentos depois de sofrer o que foi descrito como uma sessão de “espancamento”, com o emprego, inclusive, de pedaços de madeira como porrete.

Dessa forma, foi requerida a condenação dos réus pelos crimes de tortura com resultado morte, corrupção de menor e integrar organização criminosa, uma vez que investigações do GAECO mostraram que os acusados também pertenciam a uma facção nacional com atuação no estado do Acre, com emprego de armas e participação de adolescentes e até mesmo de crianças.

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