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“Galo” comemora amanhã 114 anos de glórias

O Clube Atlético Mineiro, também conhecido como “Galo”, completará 114 anos de fundação nesta sexta-feira, dia 25 de março de 2021. Para o seu vice-presidente, advogado José Murilo Procópio – ex-conselheiro federal da OAB – ” são 114 anos de glórias!”. A história do Atlético Mineiro nos gramados começou a ser produzida pelas mãos – ou pés, se assim preferir – de um escritor. Há mais deexatos 110 anos, o professor e literato Aníbal Machado marcava o primeiro gol assinado por um jogador do clube alvinegro. Foi dele a honra de inaugurar o placar naquela vitória por 3 a 0 Sport Club Foot-Ball.

Outro mineiro “doente”pelo Atlético é o advogado Rodrigo Badaró Castro. Radicado em Brasília há vários anos, Badaró comentou o aniversário do clube: “Ser atleticano é ter garra, amar o time independente do resultado, e além de tudo ter paciência. Não somos sazonais, não somos modistas, não enchemos estádios só quando estamos no alto. Somos fruto de uma linda história de perseverança, dor e muitas glórias. Parabéns meu Galo secular”.

Naquele histórico 21 de março de 1909, o Atlético, ainda como Athlético Mineiro Football Club, disputava uma partida de futebol pela primeira vez. O jogo, que carece de registros mais detalhados, foi realizado no campo adversário, na Avenida Paraopeba (atual Augusto de Lima), onde hoje se localiza o Minascentro, no Centro de Belo Horizonte. Zeca Alves e Mário Neves completaram o placar.

Mineiro de Sabará, Aníbal Machado foi um dos adolescentes que participaram do processo de estruturação do Atlético até aquela estreia nos gramados. O clube havia sido oficialmente fundado por 22 estudantes que se reuniram no coreto do Parque Municipal, em Belo Horizonte, no dia 25 de março de 1908. Quem também nasceu em Sabará foi outro torcedor “doente”do Galo, o ministro aposentado Sepúlveda Pertence, ex-presidente do STF e do TSE.

Nos tempos de futebol, Aníbal era conhecido como Pingo. Com apenas 14 anos, o então meio-campista – em tempos em que o esporte ainda não era profissional no Brasil – balançou as redes com a camisa alvinegra, que havia substituído o uniforme escolhido originalmente (camisa branca, com listra horizontal verde na altura do peito).

Posteriormente, a formalidade da vida adulta faria Pingo voltar a ser Aníbal Machado. Anos mais tarde, o primeiro goleador da história do Atlético se tornaria companheiro de escritores renomados, como Carlos Drummond de Andrade e João Alphonsus de Guimaraens, no jornal Diário de Minas.

Curiosamente, o segundo jogo da história do Atlético também foi contra o Sport Club Foot-Ball, que pediu revanche após a derrota por 3 a 0. A partida foi disputada em 28 de março. E Pingo foi destaque novamente. Com dois gols, o adolescente garantiu o triunfo por 2 a 0.

Em 21 de abril, os rivais voltaram a se enfrentar. E o Atlético levou a melhor mais uma vez. A goleada por 4 a 0 causou a extinção do Sport Club Foot-Ball, clube mais antigo de Minas Gerais, fundado em 10 de julho de 1904.

De lá para cá, o Atlético acumulou glórias. São 44 títulos do Campeonato Mineiro, dois Campeonatos Brasileiros (1971 e 2021), um da Copa do Brasil (2014), um da Copa Libertadores (2013), um da Recopa Sul-Americana (2014), dois da Copa Conmebol (1992 e 1997), além de uma série de campanhas memoráveis em excursões na Europa e das conquistas do Torneio Campeão dos Campeões (1937) e do Torneio Campeão dos Campeões do Brasil (1978).

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