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Um ministro que faz muita falta no Judiciário

Um dos mais importantes presidentes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) em toda a sua longa história, se fosse vivo, faria hoje (13.05) 87 anos. Francisco Fausto Paula de Medeiros nasceu em Areia Branca (RN), localizada no litoral norte do estado, na região da Costa Branca. Na cidade de Areia Branca encontra-se a Ponta do Mel, único lugar do mundo onde o sertão encontra o mar.

Francisco Fausto graduou-se como Bacharel na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Tomou posse como ministro do TST em 30 de novembro de 1989. Foi Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, no período de agosto de 2000 a junho de 2001, e vice-presidente de 2001 a 2002. Exerceu a residência do TST de março a abril de 2002, em mandato complementar, cumulativo com as funções na vice-presidência. Na sequencia, foi eleito presidente do TST, para o mandato da 30ª gestão do Tribunal, período de 2002 a 2004.

Aposentou-se no dia 4 de junho de 2004, dois meses após o término de seu mandato como presidente do TST. O ministro faleceu em Natal (RN) no dia 30 de julho de 2016.

Repercussão

Do ministro Lélio Bentes: “Sem dúvida, Tamanini, o Ministro Francisco Fausto faz muita falta! Sua coragem cívica e sensibilidade social foram determinantes para a afirmação do TST como o Tribunal da Justiça Social. Recebeu o Prêmio de Direitos Humanos da Presidência da República, por sua voz firme no combate ao trabalho escravo. Criou a Ouvidoria do TST, garantindo o acesso dos cidadãos ao Tribunal. Sob sua presidência, realizou-se a primeira audiência trabalhista em uma aldeia indígena, no Mato Grosso do Sul, de que participei representando o TST. Foram muitos os avanços, que ainda hoje repercutem e nos inspiram na luta pela cidadania e direitos humanos!”

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