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Comida da JetBlue acaba na justiça

A companhia aérea americana JetBlue está enfrentando um processo de uma das maiores empresas de certificação de alimentos Kosher nos Estados Unidos por supostamente oferecer aos judeus comida que eles potencialmente não poderiam comer, segundo suas crenças.

Segundo a reclamação, a empresa aérea estaria vendendo alimentos a bordo certificados por uma empresa que não teria registro para atestar que um alimento segue as normas da lei judaica para classificá-lo como Kosher e, portanto, poderiam os judeus estarem comendo um alimento em desacordo com sua religião.

Alimentos Kosher são aqueles que estão em conformidade com os regulamentos dietéticos judaicos da kashrut, a lei dietética judaica, que é derivada principalmente do disposto no livro de Levítico 11 e Deuteronômio 14:1-21, que listam alimentos que podem ser consumidos de acordo com halakha (lei judaica).

A empresa que abriu o processo é a Kof-K, uma das chamadas grandes empresas de certificação Kosher nos Estados Unidos – os produtores de alimentos pagam empresas como a Kof-K para inspecionar os ingredientes e equipamentos usados ​​na produção para garantir que seja Kosher. Em troca, eles podem usar a marca Kof-K nas embalagens dos alimentos.

A comida ‘não autorizada’ em questão era um pacote de alcachofras em um pacote de lanche SavorUp de US$ 9 que estava disponível para compra em muitos voos da JetBlue. Tal alimento não teria a devida certificação por uma empresa autorizada, embora mencionasse que era um produto Kosher, despertando a revolta dos judeus.

A JetBlue, por sua vez, diz que essa foi a primeira vez que viu um problema desses. “A recente reclamação apresentada é a primeira do tipo que tomamos conhecimento. Estamos atualmente investigando suas alegações”, disse em nota.

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