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Caos do atendimento pediátrico

O Procurador-Geral de Justiça de Santa Catarina, Fernando da Silva Comin, recebeu a direção do Conselho Regional de Medicina (CRM), que expôs preocupação com o caos no atendimento pediátrico no estado, identificando alguns dos problemas e apontando possíveis encaminhamentos. Na reunião, o Conselheiro do CRM Marcelo Cruz afirmou que a emergência do Hospital Infantil de Florianópolis está à beira do colapso.

“As crianças que necessitam de atendimento classificado de baixo risco (ambulatorial) estão esperando cerca de 10 horas para serem atendidas na emergência do hospital. Isso é desumano. Já paramos de atender as cirurgias eletivas. Não temos vagas em UTI”, afirmou Cruz. Além disso, o Presidente do CRM, Eduardo Porto Ribeiro, informou que a UPA da Capital não tem triagem para as crianças; elas são atendidas por ordem de chegada. “As crianças esperam até cinco horas para serem atendidas. É grave a situação”, alertou.

Outro assunto tratado pelos conselheiros do CRM foi as filas de espera por cirurgias eletivas no estado. Eles estimam que mais de 150 mil pessoas estariam aguardando por atendimento. O Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, externou preocupação e pediu um relatório completo da situação. “O cenário é preocupante e complexo. Temos que caminhar em conjunto para conseguirmos um resultado útil para a sociedade. Temos que ter informações de quem atua na linha de frente com os aspectos técnicos para convencermos os gestores a fazer os ajustes necessários na política pública na área da saúde. Os senhores terão todo o nosso empenho e dedicação”, ressaltou.

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