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Mais de cem anos de prisão

Sete réus foram condenados, em sessão do júri da comarca de Imbituba (SC) promovida a penas que, somadas, ultrapassam 100 anos de prisão pelos crimes de homicídio quadruplamente qualificado, ocultação de cadáver, omissão de socorro e fraude processual. A sessão de julgamento teve duração de 22 horas com a participação de mais de 50 pessoas, sendo considerado o maior júri da comarca em número de pessoas envolvidas. Além dos oito acusados, sete jurados e juiz, atuaram dois promotores, 15 advogados e servidores da comarca de Imbituba, além de agentes prisionais do presídio de Imbituba, Penitenciária Sul, Presídio Santa Augusta e Presídio Feminino de Criciúma, seguranças e policiais militares.

Os crimes aconteceram em 5 de abril de 2019, e a ossada da vítima foi encontrada somente 10 dias depois. Segundo a denúncia, o companheiro da vítima teria ordenado ao irmão a morte da companheira, por ela ter decidido terminar o relacionamento que mantinham e não mais visitá-lo onde estava preso. A mulher foi atraída até a casa do cunhado, onde outros cinco réus também estavam e iniciaram a execução do crime. A vítima foi brutalmente torturada pelos acusados, sendo golpeada com um martelo, faca, “bengala” de motocicleta, pedaço de madeira e capacete, o que foi causa eficiente da morte por traumatismo cranioencefálico. Segundo a perícia, o crânio da vítima apresentava pelo menos 10 fraturas.

O corpo da vítima foi levado até um aterro de lixo no bairro Divineia, onde foi queimado com uso de gasolina. Além disso, os acusados efetuaram a limpeza da casa e se desfizeram de pelo menos um dos instrumentos do crime. Em data posterior, alteraram novamente a cena do crime, simulando uma reforma na residência, inclusive retirando e trocando pisos e paredes, com o objetivo de dificultar o trabalho investigativo.

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