A.P. Moller – Maersk e MSC Cruises protocolaram no Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade um plano para desfazer a sociedade que mantêm no Brasil Terminal Portuário (BTP), no Porto de Santos. Hoje, cada empresa controla 50% do ativo, mas o acordo prevê que quem vencer o leilão do Tecon 10 comprará a participação da outra e ficará com 100% do terminal.
A estratégia busca atender à recomendação da Casa Civil para evitar concentração excessiva de mercado caso uma das gigantes conquiste o novo megaterminal. O BTP faturou cerca de R$ 2,1 bilhões em 2025, mostrando o tamanho do ativo em jogo. Os valores da futura operação permanecem sob sigilo, e as empresas pediram ao Cade aprovação em rito sumário, sem restrições.
O desfecho pode influenciar não apenas o leilão do Tecon 10, mas também a concorrência no maior porto da América Latina e o futuro da logística brasileira.

