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Há 10 anos, Beltrame deixava segurança pública do Rio

Dia 17 de outubro de 2016. Neste dia, há dez anos, deixava o comando da secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro,  o delegado da Polícia Federal, José Mariano Benincá Beltrame. Nascido em  13 de maio de 1957, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Beltrame atuou nos governos de Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão desde 1 de janeiro de 2007. Atualmente, Beltrame atua no Rio de Janeiro como consultor independente e palestrante na área de segurança pública, mantendo-se recluso de cargos públicos oficiais. Participa esporadicamente de debates acadêmicos e institucionais, como palestras na OAB-RJ sobre políticas de segurança e ocupação territorial.

Beltrame nasceu em uma família de ascendência italiana. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria bem como em Administração de Empresas e em Administração Pública pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Especializou-se em Inteligência Estratégica na Universidade Salgado de Oliveira e na Escola Superior de Guerra. Fez curso de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública e de Análise de Dados de Inteligência Policial, Sistema Guardião.

Ingressou no Departamento de Polícia Federal no ano de 1981 como agente, principalmente, na área de repressão a entorpecentes. Exerceu funções no setor de inteligência, combatendo o crime organizado em vários estados. Ministrou aulas e palestras no Curso de Pós-graduação em Inteligência e Segurança Pública da Universidade Federal de Mato Grosso. Na superintendência fluminense da Polícia Federal como delegado, foi coordenador da Missão Suporte, chefe do Serviço de Inteligência e da Interpol.

Foi um dos idealizadores do projeto Unidade de Polícia Pacificadora, as UPPs, aplicadas no estado do Rio de Janeiro e com possível expansão para o estado de Pernambuco e outros. Em novembro de 2010 foi um dos principais articuladores da operação de tomadas das favelas da Vila Cruzeiro e na sequência, da invasão do Complexo do Alemão no Rio de Janeiro, em 2007. Nesta operação foi realizada a apreensão de mais de 42 toneladas de maconha, 330 kg de cocaína, crack, armamentos pesados, grande quantidade de munições, carros e motos, além da desarticulação no tráfico de drogas com a prisão de diversos chefes do narcotráfico.