Ao assumir como reitor da PUC do Rio de Janeiro, o padre Anderson Antonio Pedroso SJ encontrou uma instituição com 30% menos alunos e despesas fora de controle. Havia 200 cartões corporativos ativos e 70% dos departamentos operavam com prejuízo. A primeira medida foi cortar gastos, reduzir cartões e impor limites pré-pagos. Em seguida, Anderson contratou uma consultoria externa e criou departamentos de controladoria e compliance.
A mudança na administração do plano de saúde economizou R$ 4 milhões por ano, ampliando benefícios aos funcionários de salários mais baixos. Outra frente do ajuste foi a revisão das bolsas de estudo, antes concedidas sem critério.
Um sistema de Open Finance passou a avaliar a renda dos alunos, equilibrando equidade e sustentabilidade. Assim, a universidade reduziu distorções, aumentou receita e ampliou o acesso. Por fim, a gestão lançou cursos como medicina, IA e sustentabilidade para atrair novos estudantes.
O padre Anderson resume o processo com pragmatismo: A PUC estava na UTI, agora respira sozinha, mas precisa de acompanhamento constante.” Atualmente, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro voltou a apresentar superávit e acumula reservas de cerca de R$ 292 milhões, contra R$ 220 milhões em 2022.
Mesmo com a perda gradual de alunos, a universidade estabilizou seu caixa e retomou a capacidade de investimento.

