O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) realizou hoje (18.08), no plenário da instituição, solenidade comemorativa dos 30 anos da urna eletrônica. Na ocasião, ocorreu o lançamento do livro “1996: O RS entra na era da urna eletrônica”. Na mesma solenidade, foi instalado o Colégio de Ex-Presidentes do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. O principal homenageado foi o ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro aposentado Paulo Costa Leite que recebeu placa comemorativa das mãos da presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez. O magistrado gaúcho, que era corregedor-geral da Justiça Eleitoral quando a urna eletrônica foi criada, agradeceu a homenagem e afirmou que ter participado da implantação da urna eletrônica foi uma das experiências mais significativas de sua trajetória no Poder Judiciário brasileiro.
A presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Braccini de Gonzalez, expressou a satisfação em “celebrar uma das mais importantes conquistas da democracia brasileira: os 30 anos da urna eletrônica”. Segundo ela, trata-se de “um marco que transformou profundamente o processo eleitoral brasileiro e representa motivo de orgulho para a Justiça Eleitoral”. A magistrada destacou características do sistema que são motivo de orgulho para a Justiça Eleitoral. Lembrou que a substituição das cédulas de papel pelo sistema eletrônico reduziu significativamente o tempo de apuração e minimizou as falhas humanas. Também relembrou a participação ativa do Rio Grande do Sul na primeira eleição em que foi utilizada a urna eletrônica. Para a presidente, as instituições se fortalecem quando valorizam suas histórias e compartilham com as novas gerações os ensinamentos construídos ao longo do tempo.
A cerimônia contou ainda com a participação de um dos criadores da urna eletrônica, o ex-secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Janino. Ele afirmou que as urnas eletrônicas já resistiram a diversos ataques cibernéticos, inclusive aos realizados durante os Testes Públicos de Segurança. Segundo Janino, a partir da primeira eleição com utilização das urnas eletrônicas, o Brasil passou a ser referência internacional. Ele também mencionou a chamada “cadeia de confiança”, que reúne as diferentes tecnologias empregadas na segurança da urna eletrônica e envolve mais de 30 barreiras digitais. Destacou, ainda, os atributos que tornam o equipamento inclusivo e acessível.
Janino afirmou que, ao longo dos 30 anos, os investimentos foram direcionados a dois pilares: segurança e transparência. Também observou que, com o avanço das tecnologias, a desinformação passou a ocupar espaço no debate sobre a segurança do processo eleitoral.
O ato contou ainda com a presença do vice-presidente e corregedor, desembargador Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard; de integrantes da Corte Eleitoral; de ex-presidentes da instituição; de representantes dos três Poderes, do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS).

