É com sentimento de profundo pesar que a Faculdade de Direito da USP comunica o falecimento do professor de Direito Constitucional Sergio Resende de Barros, docente sênior do Departamento de Direito de Estado da FDUSP, aos 85 anos. Amado por alunos da Graduação e da Pós-Graduação, respeitado por seus colegas de docência e servidores, deixa dois filhos e quatro netos, sendo a filha e o genro também formados nas Arcadas.
Com um legado de ensino que formou diversos constitucionalistas, bem como de outras áreas do Direito, Barros era da Turma de 1964. Na FDUSP fez também mestrado, doutorado e livre-docência.
Aposentou-se na Graduação aos 70 anos, por conta da obrigação imposta aos funcionários públicos (atualmente, são 75 anos), mas nunca deixou de frequentar a Velha e Sempre Nova Academia de Direito, onde continuou a lecionar na Pós-Graduação e a orientar os futuros mestres, doutores e pós-doutores.
Um apaixonado pela arte, ensinava as tradicionais trovas acadêmicas aos estudantes. Era um professor muito querido por todos. A Diretoria da FDUSP, funcionários e docentes desejam conforto aos familiares, amigos e todos os alunos que puderam conviver com o professor Barros.
O velório acontece nesta hoje (23/09/2026), das 15h30 às 20h30, na Sala Roma do Funeral Home (rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista, São Paulo). O sepultamento será na manhã da quinta-feira, restrito aos familiares e amigos.
Advogado e professor de Direito Constitucional, Sergio Barros nasceu em Miraí (MG), em 5/3/1941. Formou-se nas Arcadas em Direito, onde fez as pós-graduações, e também tinha formação pela Faculdade de Ciências Econômicas, Contábeis e Administrativas da Universidade Mackenzie.
Era membro do Instituto Pimenta Bueno, Associação Brasileira dos Constitucionalistas, de que foi vice-presidente (2003/2005). Titular da Cadeira n° 44 (patrono André Franco Montoro) da Academia Paulista de Letras Jurídicas, foi condecorado com a Medalha do Mérito Naval e com a Medalha Brigadeiro Tobias.
Entre os livros de sua autoria estão “Liberdade e
Contrato: a Crise da Licitação” e “Direitos Humanos: Paradoxo da Civilização e Contribuição Dialética para o Constitucionalismo”.

