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Crianças indígenas

A 1ª Vara da Infância e Juventude (VIJ) de Boa Vista, em Roraima, e mais dez entidades assinaram e homologaram um Termo de Cooperação com a finalidade de estabelecer um fluxo de procedimentos que serão adotados pelos profissionais que atuam na rede de atendimento de crianças indígenas em situação de risco social e pessoal.

De acordo com o juiz titular da VIJ, Parima Dias Veras, essas entidades recebem crianças indígenas, principalmente de origem yanomani, em situação de alto risco. Na maioria das vezes, foram abandonadas pelos pais e sofreram tentativa de descarte por terem nascido com alguma deficiência, por serem muito pequenas ou por terem um irmão mais velho ainda muito pequeno em fase de amamentação.

“Essas crianças, quando são resgatadas, chegam aqui em uma situação de muita fragilidade, necessitando de atendimento especial, e não havia órgãos com atribuição específica para atendê-las. Então, esse acordo tem a finalidade de acabar com a discussão sobre quem tem a atribuição de recebê-las. A partir de agora, depois de obterem alta médica da Casai ou dos hospitais infantis, elas serão recebidas pelo dois abrigos da capital, e os demais órgãos irão apoiar, dentro de suas competências”, afirmou.

Parima Veras enfatizou também que o acordo possibilitou a resolução de um outro problema grave: a falta de acompanhamento dessas crianças no hospital. “Como elas são abandonadas pelos pais, não havia quem as acompanhasse no período de internação. Agora terão acompanhamento 24 horas”.

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