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Sob suspeita

A Defensoria Pública do Distrito Federal alugou um prédio no Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), ao custo anual de R$ 1,5 milhão, com dispensa indevida de licitação e com o uso de critérios inadequados para a escolha do imóvel. As falhas foram apontadas pelo Tribunal de Contas do DF, que deu prazo de 30 dias para que o órgão público e a empresa beneficiada expliquem as distorções no contrato.

O edifício pertence à Multi Segurança Eletrônica e Patrimonial. A firma está em nome de pessoas ligadas à família do deputado distrital Rafael Prudente (PMDB), que atua no ramo de serviços de vigilância. O prédio da Defensoria também está no alvo de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal. Promotores de Defesa do Patrimônio Público apuram o uso indevido do imóvel, comprado com incentivos do Pró-DF.

O inquérito civil público do MP foi aberto no fim de 2016. Os promotores apontam a existência de possíveis irregularidades no contrato de cessão do terreno da Multi Segurança Eletrônica e Patrimonial, firmado com a Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap). Em 2009, a firma recebeu benefícios fiscais que somaram R$ 1,5 milhão. Graças ao Programa de Apoio ao Empreendimento Produtivo do Distrito Federal (Pró-DF), a Multi garantiu o desconto expressivo no preço da área pública, mas, em contrapartida, teria que comprovar o cumprimento de metas, como a geração de empregos. Há duas semanas, técnicos do Ministério Público realizaram uma perícia no local. (Correio Braziliense)

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