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Afogados no quartel

Familiares dos três jovens soldados do Exército que morreram afogados dentro do quartel Grupo Bandeirante, em Barueri (Grande São Paulo), no dia 24 de abril de 2017, foram para frente do prédio de Justiça Militar da União, no centro de São Paulo, rememorar os dois anos do caso e pedir por justiça.

Wesley da Hora, Jonathan Turella e Victor da Costa Ferreira, todos com 19 anos, morreram enquanto participavam de um treinamento do Exército em um lago do quartel.

Isso é uma grande falta de respeito por nós, mães, que entregamos nossos filhos vivos para o Exército Brasileiro e simplesmente a resposta foi sinto muito , e assim entregaram meu filho morto , disse Sandra da Costa Ferreira, mãe do soldado Victor.

Durante o protesto, os familiares das vítimas receberam informações de um representante do STM (Superior Tribunal Militar) de que o processo está em andamento e os réus devem ser julgados em breve.

Venho escutando esse tipo de resposta desde do começo, mas para eles meu filho é só um número: 331 , disse Michelly Turella, mãe do soldado Jonathan, em referência ao número de identificação interna do filho no Exército.

Segundo o Comando Militar Sudeste, responsável pelo quartel, no dia seguinte às mortes foi instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) que concluiu no dia 5 de junho do mesmo ano, após ouvir testemunhas e fazer a reconstituição da cena, que havia indícios de crime por parte de cinco militares. (site R7)

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