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Clubes de futebol

A decisão do juiz Bruno Bodart da Costa, da Sétima Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, suspendendo a flexibilização da quarentena no Rio de Janeiro, mais que um alerta, representa ameaça ao retorno imediato do futebol, que o Flamengo, com apoio do Vasco e dos clubes pequenos, tenta conseguir desde 19 de maio. Nesse dia, os presidentes dos dois clubes estiveram em Brasília e no dia seguinte o presidente da República chamou o prefeito do Rio para liberar os jogos do campeonato estadual.

Em seu despacho, baseado em números, o juiz Bruno Bodart da Costa ressaltou que “vidas humanas estão em jogo”, referindo-se aos quase sete mil mortos no Rio de Janeiro, em virtude das infecções provocadas pelo novo coronavírus. A decisão firme do juiz, adotada com equilíbrio e inteligência, estabelece multa de 50 mil reais, contra o governador e o prefeito, em caso de descumprimento. As duas mais altas autoridades, estadual e municipal, desconvergem, quando deveriam convergir.

A abertura de uma linha de crédito de 100 milhões de reais, oferecida sem juros aos clubes, segundo o anúncio, é a forma encontrada pela Confederação Brasileira de Futebol de socorrer os participantes da Série A, que ainda não sabem quando começarão a disputar o campeonato de 2020, que dificilmente deixará de se estender a 2021. A iniciativa é boa e preserva a matéria-prima da própria CBF, preocupada em manter a competição em nível elevado do ponto de vista técnico.

Os efeitos devastadores da pandemia do novo coronavírus ainda causam sérios estragos no Brasil, tipo os conflitos de interesses. De alguns clubes, Flamengo à frente, com o Vasco na carona, querendo reiniciar logo os jogos, mas Botafogo e Fluminense em posição contrária, bem diferente dos paulistas, que decidiram só recomeçar com segurança. A união dos clubes e da Federação Paulista foi unanimidade que marcou e deixou a melhor das impressões. (site do jornalista Deni Menezes).

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