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Caso Manvailer

O julgamento do biólogo e ex-professor Luis Felipe Manvailer, acusado de matar a advogada guarapuavana Tatiane Spitzner em 2018, começa hoje (10). O júri popular será em Guarapuava e deve durar até amanhã (11).

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), será sustentada a tese de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia) e fraude processual.

Essa versão, segundo a denúncia, é fundamentada pelo Laudo de Necropsia e pelo Laudo Anatomopatológico, que apontam que Spitzner foi jogada da sacada quando já estava morta. Luis Felipe foi preso no mesmo dia depois de um acidente em São Miguel do Iguaçu, a 340 km de Guarapuava.

Em nota encaminhada à imprensa, o advogado Gustavo Scandelari, que representa a família Spitzner, diz que há confiança na condenação do réu.

“Existem diversas provas, como o laudo do IML, que atesta que a morte se deu por asfixia, dentro do apartamento, além dos vídeos que mostram as agressões no carro, no elevador e das atitudes do réu após a morte de Tatiane, que limpou os vestígios e fugiu de carro”, detalha.

Scandelari também refuta a tese da defesa de Manvailer de que Tatiane teria depressão e teria cometido suicídio.

“Um médico avaliou Tatiane poucos dias antes de ser brutalmente assassinada, atestando que estava plenamente saudável, sem nenhum sinal clínico de depressão. O réu preso nunca se manifestou sobre isso. Será certamente condenado”, afirma Scandelari.

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