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Uma década sem o jurista Arnaldo Süssekind

Hoje (9/7) completa dez anos da morte do consagrado jurista que dá nome ao prédio-sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ): Arnaldo Lopes Süssekind. Ele faleceu aos 95 anos, exatamente na mesma data do seu nascimento, e deixou um relevante legado para o Judiciário Brasileiro. Em 1942, com apenas 24 anos de idade, integrou a comissão nomeada por Getúlio Vargas para elaborar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Arnaldo Lopes Süssekind graduou-se em Direito pela então Universidade do Brasil. Foi ministro do Trabalho e Previdência Social do governo Castelo Branco (de abril de 1964 a dezembro de 1965), procurador-geral da Justiça do Trabalho, ministro do TST (1965 a 1971) e representante do Brasil na Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ao longo de sua vida, escreveu cerca de 20 livros jurídicos e 26 títulos coletivos. Integrou a Academia Brasileira de Letras Jurídicas, a Academia Iberoamericana de Derecho del Trabajo y de la Seguridad Social, a Academia Luso-brasileira de Direito do Trabalho e a Comissão de Peritos da OIT. Ganhou o prêmio Teixeira de Freitas do Instituto dos Advogados do Brasil e mais de 40 condecorações nacionais e internacionais. Participou de mais de 200 congressos como conferencista.

No dia 9/7/12, Süssekind faleceu em consequência de insuficiência respiratória, seguida de parada cardiorrespiratória. Trabalhou até os últimos dias de vida, atuando como consultor jurídico da Vale e conselheiro de mesa da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro.

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